domingo, 21 de março de 2010
Prelúdio [Para Tin Whistle em Bm]
sexta-feira, 19 de março de 2010
Un-Clockwork
...................................- Aparentemente...
Um amor não tem dias contados
Ele conta seus dias e adia
o dia de seu derradeiro final
Sem nenhum apego ao homem;
Um amor não tem dias contados,
Ele firma seu corpo na madeira
Que se transforma em prata, e ouro,
e ar, de lábios e para lábios vãos;
Um amor não tem dias contados,
Nem anos, nem meses, nem segundos:
É livre, e por isso a escravidão
Que vem no cravar de sangue da aurora.
Um amor não tem dias contados,
Mas é feito de dedos e linhas
entrelaçadas numa só matéria,
Frígida essência da dualidade mista.
Um amor não tem dias contados
Entretanto, seus dias, contos
de silêncio e lágrima e som
São cantados por toda eternidade.
"Entre ingênuos passos, têm-se dúbios os olhos cristalinos, que se fecham, se enlaçam, e sonoramente se apagam sem nunca deixar de se reverberar e lenir entre o fogo quente e pálido".
terça-feira, 16 de março de 2010
O Feto

Então, hoje, não irei publicar nada de meus escritos, mas serei um pouco mais audacioso, deixarei com vocês, algo em que acredito plenamente, tanto nos integrantes, quanto na idéia do projeto.
segunda-feira, 1 de março de 2010
A Moema (Repintada)
Refresca a carne lívida
Que trás subscrita
O sibilo da noite intocada,
Qual mergulha, o corpo
estrelado, que morto dança.
(Originally in english)
"Under the water
Refresh the pale flesh
That brings undertaken
the sibyl of the night,
Untouched, that drown
The body that dance dead".
Abaixosolo
sábado, 16 de janeiro de 2010
Tradução - Um Poeta
Um Poeta - Octavio Paz
(Rascunho de Tradução)
Música e pão, leite e vinho, amor e sonho: Grátis. Grande abraço mortal dos adversários que se amam: Cada ferida é uma fonte. Os amigos afiam bem suas armas, prontos para o diálogo final, o dialogo à morte para toda a vida. Cruzam a noite os amantes enlaçados, conjunção de astros e corpos. O homem é o alimento do homem. O saber não é distinto do sonhar, o sonhar do fazer. A poesia pôs fogo em todos os poemas. Acabaram-se as palavras, acabaram-se as imagens. Abolida a distância entre o nome e a coisa, nomear é criar, e imaginar, nascer.
Por agora, pega a enxada, teorisa, seja pontual. Paga teu preço e cobra teu salário. Nos momentos livres rompas a massa: Há imensos prédios de jornais. Ou derrubes cada noite sobre a mesa do café, com a língua inchada de política. Cala ou gesticula: Tudo é igual. Em algum lugar já prepararam tua pena. Não há saída que não dê à desonra ou ao partíbulo: Tens os sonhos demasiadamente claros, te fazes falta, uma filosofia forte.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
De outrem... Torquato Neto
TRISTERESINA
uma porta aberta semi-aberta penumbra retratos e retoques
eis tudo. observei longamente, entrei sai e novamente eu volto
enquanto
saio, uma vez ferido de morte e me salvei
o primeiro filme - todos cantam sua terra
também vou cantar a minha
VIAGEM/LÍNGUA/VIALINGUAGEM
um documento secreto
enquanto a feiticeira não me vê
e eu pareço um louco pela rua e um dia eu encontrei um cara muito
legal que eu me amarrei e nós ficamos muito amigos eu o via
o dia inteiro e poucos conheci tão bem.
VER
e deu-se que um dia o matei, por merecimento.
sou um homem desesperado andando à margem do rio parnaíba.
[...] E por aqui encerro o trecho;
(Torquatália - Do lado de dentro; Cinema. Torquato Neto)
- E eu não respeito nem a bibliografia...